quarta-feira, 27 de julho de 2022

CARTA AOS HEBREUS


A narrativa do escritor aos Hebreus não deixa dúvida quanto a sua real preocupação com o perigo que rondava a Igreja de seu tempo pela insistente investida dos judaizantes (cristãos legalistas) querendo introduzir no meio dos irmãos ensinamentos e práticas já abolidas pelo advento do Messias. 

As teses defendidas por esse grupo foram, além de amplamente rebatidas, base para argumentos brilhantes deste mestre que julgou necessário expor sobre vários assuntos entre os quais destacamos algumas dualidades;

Antigo mandamento × Novo mandamento 

Antiga aliança × Nova Aliança 

Sacerdócio levitico x Sacerdócio de Cristo

Sangue alheio x Próprio Sangue;

buscando dar entendimento aos irmãos que nesse novo tempo, nessa nova dispensação, já não fazia sentido observar alguns pontos do legado mosaico por estarem definitivamente ultrapassado. O cumprimento da Lei por Cristo como o único a alcançar esse pródigio o colocou em um patamar elevado tendo em vista que ninguém jamais tenha conseguido tal proeza. 

A superioridade Messiânica, prevista na Lei, nos Profetas e nos Salmos, portanto, já era de se esperar mas a dureza dos corações de boa parte dos judeus possibilitou o surgimento desses radicais religiosos que tanto assediaram aos hebreus(novos cristãos) com seus falsos ensinamentos, como também se aproveitaram de um período de estruturação da Igreja, quando muita gente estava se rendendo ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e, consequentemente, nos rudimentos da fé.

O conselho desse mensageiro para que os irmãos não deixassem a congregação é um alerta para a tendência dos desigrejados do século 21 que minimizam sem fundamento sério as nossas reuniões de Celebração ao nosso Deus. Já naquele tempo podia-se observar que muitos crentes estavam sendo alvos desses religiosos e o desvio doutrinário levando, inclusive, à impressão de que o dever de congregar poderia ser desprezado. 

Em outra abordagem acertadíssima o escritor faz referência aos chamados heróis da fé, varoas e varões valorosos que nos antecederam na crença bíblica e que perseveraram na esperança da manifestação do Messias permitindo-se até ser vituperados, maltratados e a serem tratados como escória do mundo mas, como testemunhado pelas suas gerações, morreram na fé, provendo Deus alguma coisa melhor para o tempo da Igreja, parte integrante da "Grande Congregação" de remidos. 

A lição a respeito desses heróis exalta a confiança em Deus mas, principalmente, a perseverança como atributo inalienável da fé que uma vez nos foi dada, fator preponderante para se agradar a Deus. Ora, como bem ele nos declarou, "sem fé é impossível agradar-Lhe. 

Entre tantas instruções igualmente valiosas desse autor no transcurso da carta que nos escreveu sobressai então o real significado do rito mosaico, a superioridade da Graça cristocêntrica e fica a percepção de que a influência dos legalistas semeando discórdia e confusão, tinha potencial para abalar a fé dos irmãos. 

A nossa oração é que hoje, em pleno século 21 Deus continue levantando homens e mulheres com esse perfil combatente, que seja capaz de arregaçar as mangas e, confrontando, batalhar pela fé e contra toda proposta que vise desestabilizar o povo de Deus; que se debruce sobre qualquer tema voltado para a preservação da unidade e da Graça abundante na Igreja de Cristo; que não poupe esforços no sentido de embarreirar toda proposta diabólica sejam elas por práticas ou doutrinas já identificadas como malignas e corrosivas como a gangrena (2Tm 2:17). Ensejamos por mais "Cartas aos Hebreus".

Portanto; ensine, pregue, admoeste, exemplifique, demosntre, esclareça, revele, ilumine, confronte, ... 

No que depender de nós, ora diga...(seu nome), o Senhor continuará a agregar nesse tempo, nessa geração novos heróis da fé, corações valentes, que completarão com brilho e dignidade a honrosa carreira.

Deus nos abençoe!

Xô! Judaizantes! 

Pr Wanderley Soares 

ADNI Jd Alvorada.

https://www.facebook.com/wanderley.soaresdemoraes

quarta-feira, 20 de abril de 2022

A VITÓRIA DE GIDEÃO

Quem não conhece a saga do juiz Gideão, que no comando de 300 homens conseguiu vencer o numeroso e opressor exército midianita?

A narrativa se encontra em juízes 6.11-14, em que o próprio Deus convoca o jovem para comandar as forças de Israel e expulsar o inimigo de seu território. Mas, até ele conseguir alcançar a vitória, Gideão teve que atravessar o necessário processo de "peneira" entre os homens que decidiram segui-lo.

Mas o Senhor mostrou que não seria com aquela numerosa tropa que o juiz alcançaria a vitória. Deus não se impressiona com quantidades e este detalhe ficou explícito quando o Criador revelou a Sua vontade para o jovem comandante.

A partir do contexto de Gideão, façamos aplicação aos nossos dias.

A "igreja" daquele juiz era formada por 32 mil homens, mas logo o Senhor tratou de mudar aquele panorama. O general hebreu imaginava que com aquela quantidade de soldados a vitória sobre os inimigos estava garantida, nada poderia dar errado. Mas, Gideão estava seriamente enganado. O Senhor disse a ele:

"Muito é o povo que está contigo, para eu dar aos midianitas em sua mão, a fim de que Israel não se glorie contra mim dizendo: A minha mão me livrou (Jz. 7.2)"

Atualmente, há igrejas que apenas inflam e sua membresia não contribui em nada para seu desenvolvimento físico e para ganhar almas para o Reino de Deus.

Agora, analisemos a atitude dos 300 homens devidamente separados por deus, após Gideão obedecer a orientação emitida pelo Senhor., Os soldados escolhidos queriam tocha e espada a fim de combater. Eles tiveram atitude!

Não se empolgue apenas com quantidade, pois se você tiver 300 sob seu comando, com a benção do Senhor, você vencerá. Trabalhe com eles, pois foram esses que Deus colocou em suas mão a fim de labutar para Ele e conseguir resultados.

Existem pessoas que nada produzem, causando decepção para sua liderança e demais fiéis; mas quando falamos dos 300 soldados de Gideão, logo conseguimos detectar ânimo e motivação, pois aqueles combatentes se mantiveram firmes com tochas em suas mãos, e isso denota coragem.

Não se engane! Isso me faz lembrar as palavras do saudoso Pastor Carlos Padilha de Siqueira, que certa feita disse o seguinte:

"Tem muita gente que anseia por uma igreja grande. Você quer uma igreja grande? Faça ela grande!"

Autor: Pastor José Wellington Costa Junior

Presidente da Convenção geral das Assembléias de Deus no Brasil

Fonte: Mensageiro da Paz - Ano 92 - Março de 2022 - Pág. 02 

GIDEÃO E OS TREZENTOS



Aprenda que não importa quão grande sejam as probabilidades contra nós, nosso Deus é Soberano e Ele sempre estará contigo, seja qual for a batalha, contanto que você seja fiel ao seu chamado e obediente aos seus comandos.

Juízes 7:6. O número dos que lamberam a água levando-a com as mãos à boca foi de trezentos homens. Todos os demais se ajoelharam para beber.

Antes do anjo do Senhor convocar Gideão para essa missão, Deus já havia levantado alguns juízes para julgar Israel no período da teocracia. A saber:

1 - Otniel, da tribo de Judá, que livrou Israel do poder de Cusã-Risataim (rei da Mesopotâmia). Após oito anos de opressão, eles tiveram quarenta anos de paz.

2 - Eúde, da tribo de Benjamim, que livrou Israel do poder de Eglom (rei dos Moabitas, que se juntou com os Amalequitas e Amonitas). Após dezoito anos de opressão, eles tiveram oitenta anos de paz.

3 - Sangar, filho de Anate, livrou Israel do poder dos Filisteus matando seiscentos homens com uma aguilhada de bois.

4 - Débora, profetisa, mulher de Lapidote, livrou Israel do poder de Jabim (rei de Canaã). E aqui cabe uma observação, pois Baraque foi para a guerra, Débora foi com ele, mas o Senhor já tinha dito que a honra dessa batalha seria de uma mulher, o nome dela é Jael, mulher de Héber, o Queneu. E assim sucedeu, Deus entregou Sísera (comandante do exército) nas mãos de Jael, e ela o matou.

Após vinte anos de opressão, eles tiveram quarenta anos de paz. E depois disso, obviamente o povo pecou de novo, fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou nas mãos dos Midianitas por sete anos.

Perceba que a cada ciclo de queda, um novo inimigo se levantava com a permissão do próprio Deus, que literalmente entregava o Seu povo, e permitia a opressão, para que eles então voltassem a clamar por Ele, e voltassem a viver em retidão.

Era o famoso "ciclo vicioso", e mais uma vez o povo clamou a Deus, pois eles haviam enfraquecido por causa dos Midianitas. Então Deus lhe enviou um profeta.

O texto diz: Ele lhes enviou um profeta, que disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Tirei vocês do Egito, da terra da escravidão. Eu os livrei do poder do Egito e das mãos de todos os seus opressores. Expulsei-os e dei a vocês a terra deles. E também disse a vocês: Eu sou o Senhor, o seu Deus; não adorem os deuses dos amorreus, em cuja terra vivem, mas vocês não me deram ouvidos.

Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas (Juízes 6:8-11).

É nesse momento que começa a narrativa da história de Gideão, que Deus escolheu para ser juiz de Israel. E quem foi ele? Para o anjo do Senhor ele era um varão valoroso, ou em outra tradução, um homem valente. E para ele mesmo, quem ele era? Para responder essa pergunta eu posso usar as próprias palavras de Gideão:

“Ah, Senhor, respondeu Gideão, como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família (Juízes 6:15)”

E foi esse homem que ainda não sabia do seu potencial, esse homem que não se achava capaz e se achava o menor, que Deus escolheu para ser o instrumento de livramento. Deus escolheu Gideão para livrar o Seu povo das mãos de Midiã.

E o interessante no texto, é que tinham trinta e dois mil homens, e uma vez que Gideão já tinha esse complexo de inferioridade, Deus poderia deixar essa turma toda seguir com ele. Acredito que ele se sentiria mais seguro. Mas Deus fez justamente ao contrário. O exército que já não era tão numeroso, ficou ainda menor. Pois é Deus quem faz a seleção. De cara voltaram vinte e dois mil, e dez mil ficaram.

O texto diz: Anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo poderá ir embora do monte Gileade. Então vinte e dois mil homens partiram, e ficaram apenas dez mil.

Mas o Senhor tornou a dizer a Gideão: Ainda há gente demais. Desça com eles à beira d’água, e eu separarei os que ficarão com você. Se eu disser: Este irá com você, ele irá; mas, se eu disser: Este não irá com você, ele não irá. Assim Gideão levou os homens à beira d’água, e o Senhor lhe disse: Separe os que beberem a água lambendo-a como faz o cachorro, daqueles que se ajoelharem para beber.

O número dos que lamberam a água levando-a com as mãos à boca foi de trezentos homens. Todos os demais se ajoelharam para beber. O Senhor disse a Gideão: 

"Com os trezentos homens que lamberam a água livrarei vocês e entregarei os midianitas nas suas mãos. Mande para casa todos os outros homens (Juízes 7:3-7)"

Primeiro Deus mandou voltar os covardes e medrosos, e depois mandou voltar os distraídos, pois no campo de batalha não podemos bobear, ou a gente luta pra vencer, ou o inimigo vai nos matar.

Precisamos entender que é Deus quem faz a seleção, e no final só ficaram os trezentos que foram aprovados por Ele. Eles venceram mesmo estando em menor número, porque a vitória pertence ao Senhor. É Deus quem nos faz vencer, é ELE quem nos livra de toda opressão, é Ele quem nos dá as estratégias, é Ele quem comanda. O nosso Deus é o Senhor dos EXÉRCITOS!

O sábio disse:

“Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor. Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas o Senhor é que dá a vitória (Provérbios 21:30,31)”

A vitória vem do Senhor, por isso depois de sete anos de opressão, o povo desfrutou de quarenta anos de paz.

Gideão era o menor, mas se lançou, teve medo, mas não recuou, estava cheio de ressalvas, mas foi obediente a voz do Senhor e por isso foi vitorioso. 

A conclusão dessa palavra é simples:

Deus não se impressiona com multidão. Ele sabe quem está se tremendo de medo, Ele sabe quem se distrai facilmente (e a distração no campo de batalha pode ser fatal), e Ele só deixa seguir conosco quem está alinhado no propósito que Ele mesmo estabeleceu!

Autor desconhecido.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

CONSOLO NA AFLIÇÃO

Graça e Paz, amados!

Em Romanos 8.28, lemos: 

“Estamos certos de que Deus age em todas as coisas com o fim de beneficiar todos os que o amam, dos que foram chamados conforme seu plano.”

Em primeiro lugar, isso é uma questão de confiança e certeza. Aqui o texto não diz "sentimos", mas "estamos certos". Em outra tradução está escrito "sabemos". Ou seja, não é o que sentimos, não são as circunstâncias que vão determinar a nossa atitude em relação ao momento adverso, mas sim a confiança na promessa do Senhor.

O texto diz "todas" as coisas... Os momentos bons nos fazem louvar, mas as fraquezas, vers. 26 (falta de força: incapacidade de produzir resultados) faz com que o Espírito Santo nos ajude a adorar.

Essa fraqueza, não significa vida de pecados ou negligência, mas repetindo, são a falta de força e incapacidade de produzir em meio as aflições do tempo presente( v.18); porém elas são se podem comparar com a glória que o Senhor nos irá revelar.

Entendemos que Deus fará surgir benefícios em todas as provações, perseguições e sofrimentos. Ele usará tudo isso para moldar o nosso caráter e formar a imagem de Cristo em nós. (vers. 29)

Esse benefício é aplicado aqueles que: amam a Deus, que foram chamados pelo seu glorioso plano e propósito como diz o texto. É promessa aos que são guiados pelo seu Espírito e são seus filhos.(vers.14-16).

E o versículo 17 continua ampliando a promessa:

"Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória." Dessa maneira podemos declarar com confiança:

"Portanto, estou seguro de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos afastar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." Rm. 8.38,39

Pastor Moises Lima - www.instagram.com/moises.lima.777


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