quarta-feira, 20 de abril de 2022

GIDEÃO E OS TREZENTOS



Aprenda que não importa quão grande sejam as probabilidades contra nós, nosso Deus é Soberano e Ele sempre estará contigo, seja qual for a batalha, contanto que você seja fiel ao seu chamado e obediente aos seus comandos.

Juízes 7:6. O número dos que lamberam a água levando-a com as mãos à boca foi de trezentos homens. Todos os demais se ajoelharam para beber.

Antes do anjo do Senhor convocar Gideão para essa missão, Deus já havia levantado alguns juízes para julgar Israel no período da teocracia. A saber:

1 - Otniel, da tribo de Judá, que livrou Israel do poder de Cusã-Risataim (rei da Mesopotâmia). Após oito anos de opressão, eles tiveram quarenta anos de paz.

2 - Eúde, da tribo de Benjamim, que livrou Israel do poder de Eglom (rei dos Moabitas, que se juntou com os Amalequitas e Amonitas). Após dezoito anos de opressão, eles tiveram oitenta anos de paz.

3 - Sangar, filho de Anate, livrou Israel do poder dos Filisteus matando seiscentos homens com uma aguilhada de bois.

4 - Débora, profetisa, mulher de Lapidote, livrou Israel do poder de Jabim (rei de Canaã). E aqui cabe uma observação, pois Baraque foi para a guerra, Débora foi com ele, mas o Senhor já tinha dito que a honra dessa batalha seria de uma mulher, o nome dela é Jael, mulher de Héber, o Queneu. E assim sucedeu, Deus entregou Sísera (comandante do exército) nas mãos de Jael, e ela o matou.

Após vinte anos de opressão, eles tiveram quarenta anos de paz. E depois disso, obviamente o povo pecou de novo, fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e o Senhor os entregou nas mãos dos Midianitas por sete anos.

Perceba que a cada ciclo de queda, um novo inimigo se levantava com a permissão do próprio Deus, que literalmente entregava o Seu povo, e permitia a opressão, para que eles então voltassem a clamar por Ele, e voltassem a viver em retidão.

Era o famoso "ciclo vicioso", e mais uma vez o povo clamou a Deus, pois eles haviam enfraquecido por causa dos Midianitas. Então Deus lhe enviou um profeta.

O texto diz: Ele lhes enviou um profeta, que disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Tirei vocês do Egito, da terra da escravidão. Eu os livrei do poder do Egito e das mãos de todos os seus opressores. Expulsei-os e dei a vocês a terra deles. E também disse a vocês: Eu sou o Senhor, o seu Deus; não adorem os deuses dos amorreus, em cuja terra vivem, mas vocês não me deram ouvidos.

Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas (Juízes 6:8-11).

É nesse momento que começa a narrativa da história de Gideão, que Deus escolheu para ser juiz de Israel. E quem foi ele? Para o anjo do Senhor ele era um varão valoroso, ou em outra tradução, um homem valente. E para ele mesmo, quem ele era? Para responder essa pergunta eu posso usar as próprias palavras de Gideão:

“Ah, Senhor, respondeu Gideão, como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família (Juízes 6:15)”

E foi esse homem que ainda não sabia do seu potencial, esse homem que não se achava capaz e se achava o menor, que Deus escolheu para ser o instrumento de livramento. Deus escolheu Gideão para livrar o Seu povo das mãos de Midiã.

E o interessante no texto, é que tinham trinta e dois mil homens, e uma vez que Gideão já tinha esse complexo de inferioridade, Deus poderia deixar essa turma toda seguir com ele. Acredito que ele se sentiria mais seguro. Mas Deus fez justamente ao contrário. O exército que já não era tão numeroso, ficou ainda menor. Pois é Deus quem faz a seleção. De cara voltaram vinte e dois mil, e dez mil ficaram.

O texto diz: Anuncie, pois, ao povo que todo aquele que estiver tremendo de medo poderá ir embora do monte Gileade. Então vinte e dois mil homens partiram, e ficaram apenas dez mil.

Mas o Senhor tornou a dizer a Gideão: Ainda há gente demais. Desça com eles à beira d’água, e eu separarei os que ficarão com você. Se eu disser: Este irá com você, ele irá; mas, se eu disser: Este não irá com você, ele não irá. Assim Gideão levou os homens à beira d’água, e o Senhor lhe disse: Separe os que beberem a água lambendo-a como faz o cachorro, daqueles que se ajoelharem para beber.

O número dos que lamberam a água levando-a com as mãos à boca foi de trezentos homens. Todos os demais se ajoelharam para beber. O Senhor disse a Gideão: 

"Com os trezentos homens que lamberam a água livrarei vocês e entregarei os midianitas nas suas mãos. Mande para casa todos os outros homens (Juízes 7:3-7)"

Primeiro Deus mandou voltar os covardes e medrosos, e depois mandou voltar os distraídos, pois no campo de batalha não podemos bobear, ou a gente luta pra vencer, ou o inimigo vai nos matar.

Precisamos entender que é Deus quem faz a seleção, e no final só ficaram os trezentos que foram aprovados por Ele. Eles venceram mesmo estando em menor número, porque a vitória pertence ao Senhor. É Deus quem nos faz vencer, é ELE quem nos livra de toda opressão, é Ele quem nos dá as estratégias, é Ele quem comanda. O nosso Deus é o Senhor dos EXÉRCITOS!

O sábio disse:

“Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor. Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas o Senhor é que dá a vitória (Provérbios 21:30,31)”

A vitória vem do Senhor, por isso depois de sete anos de opressão, o povo desfrutou de quarenta anos de paz.

Gideão era o menor, mas se lançou, teve medo, mas não recuou, estava cheio de ressalvas, mas foi obediente a voz do Senhor e por isso foi vitorioso. 

A conclusão dessa palavra é simples:

Deus não se impressiona com multidão. Ele sabe quem está se tremendo de medo, Ele sabe quem se distrai facilmente (e a distração no campo de batalha pode ser fatal), e Ele só deixa seguir conosco quem está alinhado no propósito que Ele mesmo estabeleceu!

Autor desconhecido.

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